domingo, 17 de abril de 2016

Porque é que decidi ser mãe?

Sei lá. A sério...sei lá... Apesar de ter sido uma decisão pensada, é daquelas decisões que não se sabe muito bem porque se tomam. Como é a primeira vez, não posso dizer que decidi ser mãe porque adoro a experiência ou porque um filho dá um sentido diferente à vida ou porque não há amor maior. Posso dizer que adoro crianças mas também já me disseram que não tem nada a ver. Por isso não sei...sei que quando penso na responsabilidade de educar uma criança, sinto um misto de encantamento e terror. Se por um lado me parece maravilhoso ver crescer uma pessoa que se gerou dentro de mim, vê-la transformar-se em alguém crescido com personalidade própria e com o poder de deixar este lugar um pouco melhor do que quando nasceu, por outro, temo o esforço medonho que é educá-la para os valores que considero fundamentais. O mundo sempre foi mau, é verdade. Mas agora...agora vou ser (sou) mãe e tudo ganha uma perspectiva diferente. Tudo se agigante....o medo que sejam maus para ele o medo que ele seja mau para o mundo. É estranho que este desafio que sei que me vai deixar noites sem dormir e com o coração cheio de dúvidas e me parece tão assustador é o que mais me fascina nisto de ser mãe. E isto já deve ser amor. 

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