quarta-feira, 25 de maio de 2016

FOME

É esta a palavra de ordem dos meus dias. Os enjoos passaram (yeaaaaah!!!! Juro que pensei que isto ia ser para a vida inteira) e agora sou atacada por uma fome inacreditável. De manhã, durante o dia inteiro, de madrugada. Só uma fome imensa e avassaladora. Tento comer muitas vezes por dia e tenho sempre à mão fruta, pão integral, queijo, oleaginosas, qual mãe precavida e nutricionista exemplar. Mas depois, vou à padaria e dou de caras com pastéis de nata e croissants de chocolate e é a loucura meus amigos. É a loucura. Como entrei na gravidez com baixo peso, a coisa não é tão grave...mesmo assim, espero sinceramente que este apetite de lontra não dure os quase 4 meses que restam senão vão ver-me rebolar por Bragança. 

terça-feira, 10 de maio de 2016

Cálculo renal: a cereja no topo do delicioso bolo que está a ser a minha gravidez

Imagem retirada de: http://lokaz-tirinhas.blogspot.pt/2010_09_01_archive.html
Pois é verdade. Já só faltava mesmo a pedrinha no rim para completar a lista de maleitas "normais" na gravidez. Tudo começou no dia 29 de Abril de 2016 (nunca me vou esquecer desta data na vida) quando, ao chegar a casa à meia noite vi sangue na sanita. Para além do meu pânico por não saber o que significava aquilo, era ver o pânico do Bruno por não saber o que fazer para me acalmar. Lá fomos para a urgência onde me disseram que poderia ser uma infecção urinária. Depois da receita de um antibiótico e de muita água mandaram-me embora. Tudo tranquilo até à madrugada de segunda feira quando, às 6 da manhã acordei com uma dor que é só a pior que já tive na vida. É indescritível, é horrível, é mesmo mesmo má com a agravante de que, neste caso, não vem bebé nenhum...Apesar disso, consegui acalmar com um paracetamol e ala que se faz tarde para a urgência outra vez. Nesse dia, pouco me disseram... apenas que "poderia" ser uma pedra nos rins. Com 22 semanas de gestação e uma incerteza destas, não fiquei obviamente descansada e procurei uma segunda opinião. Mas em Bragança, conseguir segundas opiniões é bastante difícil. Por isso, tive de esperar até ao dia seguinte para ter outra crise (ainda pior que a primeira) que consegui novamente acalmar com paracetamol. Após consultar uma obstetra (fora de Bragança, já que não consegui outra alternativa) foi confirmada a suspeita de pedra no rim. "Vai para casa toma paracetamol de 6 em 6 horas e se sentir dores fortes novamente, vá à urgência". Como dá para imaginar, nessa noite pouco dormi com o medo de voltar a sentir aquelas dores infernais. Na quarta feira, apesar de sentir alguma dor no rim esquerdo ainda fui trabalhar, a pensar que a maldita pedra já tinha saído. Enganei-me. Quinta feira, às 8 da manhã, nova crise, e desta vez não me valiam nem todos os paracetamóis do mundo. Pela primeira (e espero que última vez na vida) fui levada pelo INEM para o hospital já que era impossível andar, falar ou fazer qualquer outra coisa que não fosse gritar de dor. Escusado será dizer que fiquei internada durante três dias com doses cavalares de analgésicos. Detectaram-me uma sacana de uma pedra de 6mm encravada na bexiga. Não vou descrever a sensação de estar grávida e simultaneamente nestas condições porque não é nada bom. Já passou e acho que a pedra  já saiu (sem certezas porque não podem fazer-me outro exame que não seja ecografia). A vantagem disto (porque há sempre o lado positivo da coisa) é que, pelo que dizem algumas mulheres que já são mães e que que já tiveram cálculos renais, parir é bastante menos mau. Posto isto, estou preparada! Venha ele, venha qualquer dorzita que o estágio está feito! O bebé está bem e no fim de contas, é o que interessa.